Uma reflexão sobre o “Não julgueis”

No decorrer dos últimos anos, diante de tanta confusão no tocante a uma vida cristã, de lutas contra os erros, virou até piada “clichê” o termo dito por Cristo no Evangelho “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7, 1-6), usado para zoar os católicos “jujubas”, mas, também muito mal interpretado, algo simples, porém, de grande valia.
Católico que zomba da atitude de falar “não julgueis”, pode ser tão estúpido, quanto o jujuba usar deste termo, para se ocultar de sua vida que se baseia em sentimentalismos baratos. Mas, por quê? Vamos refletir, e procurarei ser o mais claro possível!
É necessário olhar com carinho para as obras de misericórdia, e, nesse caso, principalmente as espirituais: 1 – Dar bom conselho; 2 – Ensinar os ignorantes; 3 – Corrigir os que erram; 4 – Consolar os aflitos; 5 – Perdoar as injúrias; 6 – Sofrer com paciência as fraquezas do próximo e 7 – Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.
Talvez só por olhar estas obras, já se entende o sentido real de não julgar as pessoas, e não se trata de “jujubice”, mas, de viver a caridade sem deixar de viver a verdade.
Isso é um aprendizado para mim, para você e para todos. Muitas pessoas ao nosso redor nos desagradam, nos decepcionam, nos irritam de alguma forma, tomam atitudes incorretas, e muitas vezes somos tomados pela ira, pela intolerância, pela arrogância, e falhamos numa das obras que poderíamos ter feito nas situações em que a pessoa nos aborrece. Será que perdoamos quando nos ofendem?
Será que de fato ensinamos quem não aprende? Ou corrigimos quem agiu errado? E nessas duas questões fazemos isso para ganhar a alma do irmão ou para o nosso orgulho? Quando alguém que amamos erra contra nós, qual é a nossa atitude? Sofrer com paciência, ou se magoar, se vingar, ter rancor?
O que nos falta muitas vezes é humildade e sermos misericordiosos até para com as pessoas mais pecadoras, aos nossos olhos. Ainda tratamos nossos inimigos, como inimigos, ao invés de amar quem nos odeia.
Toda vez que houver incômodo com o nosso próximo, lembremo-nos das obras de misericórdia espirituais, muitos precisam delas, e precisamos estar dispostos a isso.
Inúmeros Santos amavam inclusive quem os perseguia, quem os desagradava. Podemos citar Santa Teresinha com uma das irmãs superioras, Santa Rita de Cássia com alguns parentes, São Padre Pio com seus perseguidores, etc.
Independente da atitude que tal pessoa possa tomar, precisamos sempre olhar com amor, e agir da maneira CERTA. Só Deus pode julgar (clichê, mas, é verdade), sejamos misericordiosos até para aqueles que não merecem, se não, não cumpriremos as palavras ditas por Cristo no Sermão da montanha.
Convido você a meditar o Evangelho de São Mateus do capítulo 5, até o final do capítulo 7, pois Cristo nos ensina como agir, pensar, olhar…
Que Nosso Senhor nos ensine a sermos mais Santos em nossa vida quotidiana, a amarmos mais, compreendermos mais, corrigirmos mais, mas, também nos deixarmos ser corrigidos.
Humildade e paciência!
Salve Maria Santíssima.

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